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Mostra cine Luz " Narrativas de Rios "

MunicípioSão Paulo
Brasil @ (BR)
Data19/02/2019
Horas18:00
CategoriaEventos
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São Paulo
Brasil @ (BR)
Tel 2019-02-19
Categoria Eventos


Mostra Cine Luz “Narrativas de Rios” Um rio, um grande curso de água natural, que quase sempre se origina dos morros percorrendo as paisagens, traçando linhas e curvas, acolhendo em seu trajeto regatos e ribeiros até desaguar, num lago ou no mar. Mas o que de fato pulsa num rio? Quantas vidas correm junto com suas águas? Quais desafios e ameaças encontram-se no seu trajeto? Quem cuida do rio? Essa mostra, dedicada aos rios e aos povos ribeirinhos brasileiros, busca sensibilizar as pessoas sobre a importância desses ecossistemas, dos seus  povos, suas riquezas e revelar os desafios sociopolíticos contemporâneos que os ameaçam. A mostra apresenta o tema a partir de três narrativas diferentes trazidas por importantes obras cinematográficas brasileiras, seguidas de um debate com convidados.


A mostra começa com a exibição do curta metragem Regência Augusta (2015), de Beto Macedo e Vinicius Colé, documentário que revela os impactos do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, a partir da narrativa dos moradores deste pequeno vilarejo. O filme é um importante registro do crime ambiental que alertou o Brasil. Seguida do documentário recém premiado no Festival de Mônaco (2018) Street River - Graffiti inside Amazon (2018), de Beto Macedo e Tiago Barbare. O filme apresenta o projeto do artista Sebá Tapajós na região amazônica na Ilha do Combú, em Belém do Pará. O projeto que teve curadoria de William Baglione, reuniu 10 importantes artistas da cena atual para retratar de forma sensível, através do grafite, a vida das pessoas que vivem às margens dos rios.

O documentário revela ainda os impactos do projeto na região, mostrando a importância do papel da arte enquanto ferramenta de denúncia e ativismo social no contexto de vida daquelas pessoas. E para fechar e esquentar as mentes para um debate sobre o tema com os nossos convidados, o documentário Xingu, o rio que pulsa em nós - Jurunas denunciam impactos de Belo Monte (2018), de João Maia e Instituto Socioambiental. O curta metragem de animação apresenta os impactos socioambientais da hidrelétrica Belo Monte, a partir da demonstração dos resultados do monitoramento feito pelos Jurunas de forma independente desde 2013. Programação 19:00h - Regência Augusta Documentário/Brasil - 2018 (23’13’’) Filme de Beto Macedo e Vinicius Colé 19:40 h - Street River - Graffiti inside Amazon   Documentário/Brasil - 2018 (60’’) Filme de Beto Macedo e Tiago Barbare 20:00 h - Xingu, o rio que pulsa em nós - Jurunas denunciam impactos de Belo Monte Animação/Documentário/Brasil 2018 (03’49’’) Filme de João Maia (Cama Leão) e Instituto Socioambiental (ISA) 20:10 h - Debate com nossos convidados: Beto Macedo - Cineasta, Diretor dos filmes Street River - Graffiti inside Amazon e Regência Augusta; Beatriz Sanches - Psicóloga social voluntária do Núcleo de apoio à população ribeirinha da Amazônia desde 2015; Cristina Alves - Indigenista.

22:00h - Encerramento da mostra (fechamento do Centro Cultural Casa da Luz) Sinopse do filmes Regência Augusta (2015) “Eles não mataram só o rio, eles mataram a minha vila, eles mataram o meu povo, eles mataram a mim” Luciana, professora da EEEFM Vila Regência. Em 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), se transformou na maior tragédia ambiental do país. O tsunami de água e rejeitos percorreu mais de 600 quilômetros e desembocou no mar 17 dias depois. Regência Augusta, um pequeno vilarejo de pouco mais de 800 habitantes situado na foz do Rio Doce e principal base do Projeto TAMAR no Espírito Santo, foi uma das últimas regiões a serem afetadas. O filme, narrado pelos moradores da Regência, procura revelar o impacto humano, econômico e o sentimento de tristeza e revolta que tomou conta da Vila um dia depois da lama tóxica devastar a paisagem do lugar.

Ficha técnica Realização: TILT REC - Screen Content Direção e fotografia: Beto Macedo e Vinicius Colé Montagem e storytelling: Tiago Berbare Sound effects: Tiago Berbare Trilha original: Marcos Gerez Colorização: Marco Oliveira (CORE Grading) Arte: Beto Macedo Motion design: Marco Silva Tradução e legendas: Thiago Munhoz Revisão: Lulie Macedo Street River - Graffiti inside Amazon  (2018) Imagine uma história que mescla arte urbana, a cultura da Amazônia, a vida ribeirinha e usa a arte para discutir questões sociais e econômicas em uma região abandonada pelo poder público. Essa é narrativa de Street River, a primeira galeria de arte a céu aberto dentro da Amazônia. Idealizado pelo artista paraense Sebá Tapajós e com a curadoria de William Baglione, o projeto reuniu 10 importantes artistas da cena atual para retratar, através do grafite, a vida das pessoas que vivem às margens dos rios da região amazônica na Ilha do Combú, Belém do Pará.

Além de reproduzir a experiência dos 10 artistas e mergulhar na cultura da Amazônia, o filme narra o dia a dia da população ribeirinha: suas histórias, origens e a sabedoria de um povo que têm muito a ensinar pra quem vive nos grandes centros urbanos. Uma iniciativa única e um filme emocionante que mostra como a arte pode ser usada como ferramenta de transformação e propõe discussões sobre o consumo, a água e o abandono do poder público. Street River deve ser visto como uma lição de humanidade, mas por seu caráter crítico e de denúncia acabou levando o artista ao exílio após receber ameaças anônimas. O documentário é uma produção da TILT/REC, com direção de Beto Macedo e montagem e storytelling de Tiago Berbare, percorreu nove países e ganhou prêmio no Festival de Mônaco (2018). Um filme de Beto Macedo e Tiago Berbare  Direção e entrevistas: Beto Macedo Fotografia: Beto Macedo e Adalberto RossetteMontagem e storytelling: Tiago BerbareTrilha Original: Sebastião Tapajós & Pedro Santos e Elo da CorrenteColorização: Marco Oliveira (CORE Grading)Mixagem: Daniel Toledo - Bozi (Fine Tuning) Xingu, o rio que pulsa em nós - Jurunas denunciam impactos de Belo Monte (2018) Em 29 de agosto de 2018, o ISA recebeu a notificação extrajudicial encaminhada pela empresa Norte Energia S.A. que, em resumo, de forma infundada, acusa o Instituto Socioambiental de fazer uso difamatório do nome da empresa no contexto de Trabalhos Científicos, em especial o material audiovisual denominado “Xingu, o rio que pulsa em nós”. O ISA, neste ato, rechaça e contesta o conteúdo da notificação, tendo em vista a imprecisão e inadequação dos argumentos e reivindicações nela constantes. Reiteramos integralmente o conteúdo do vídeo atentando ao fato de este limitar-se estritamente à descrição das obrigações de natureza socioambiental incluídas nas autorizações ambientais concedidas pelo IBAMA e pela Agência Nacional de Águas - ANA para a construção e operação da UHE Belo Monte.Para evitar qualquer tipo de confronto judicial injustificado, o ISA optou, voluntariamente, por excluir a imagem da logomarca da empresa do vídeo, ainda que considere que a veiculação deste, em sua versão original, possui amparo substancial na legislação, já que a exclusão da logomarca em nada afeta o conteúdo e objetivos do vídeo." Água em disputa. Com o barramento definitivo do Xingu em 2015, a quantidade, velocidade e nível da água na região não derivam mais do fluxo natural do rio, mas sim da concessionária da usina de Belo Monte: a Norte Energia. Por meio do chamado "Hidrograma de Consenso", a empresa vai controlar o volume de água que passará pelas comportas da usina, descendo pela Volta Grande do Xingu. Os Juruna (Yudjá) monitoram atentamente a região e alertam para os riscos dessa mudança: o desaparecimento de espécies de plantas e animais, algumas delas endêmicas, e as consequências para a sobrevivência de seu povo. Eles já comprovaram que o hidrograma proposto é insuficiente para manter a vida na região e exigem que seja revisto. Saiba mais: https://isa.to/2LK5H0L Ficha técnicaRealização: Associação Yudjá Mïratu da Volta Grande do Xingu (Aymix), Instituto Socioambiental (ISA) e Universidade Federal do Pará (UFPA)Ilustração e Animação: Adams CarvalhoDireção e Roteiro: Ana Paula AndersonLocução: Erik VerschDireção e Montagem: João MaiaTradução: Isabel Harari e Ricardo AbadCoordenação pós-produção: Natália RodriguesMontagem: Tatiane VeschProdução:  Biviany Rojas Garzón,  Isabel Harari, Bruno Weis e Cama LeãoMúsicas: "Kuadĩ Abïa" - releitura e interpretação da canção do Povo Yudjá (Juruna) por Marlui Miranda"Ãwã pãre" - Are Juruna"Ude Lawila Maku" - releitura e interpretação da canção do Povo Yudjá (Juruna) por Marlui MirandaApoio: Mott Foundation, Clime and Land Use Alliance (Clua), Rainforest Foundation Norway, Moore Foundation, Environmental Defense Fund (EDF)Agradecimentos: ao povo Juruna (Yudjá) que vive e luta pela Volta Grande do Xingu “Este espaço conta com o apoio do Edital de Apoio aos Espaços Independentes - Secretaria Municipal de Cultura”

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